sábado, 23 de julho de 2011

APRECIAR

Apreciação, apreço
Consentimento de um olhar
Tranquilo, sereno
Permissão de um tocar

Leve suavidade, sem atropelar
Caminhos abertos
Mentes convergentes
Passos vastos
Tudo que a alma consente

Tolerar pecepções divergentes
Consentir momentos
Dar espaço para o que se sente
Sem qualquer estranhamento

O olhar de um outro que renova
Sua alma não mais contida
O desabrochar de um novo lugar
Sua alma aqui e agora, incluída

A beleza que flui de outros mares
Transmutação de espaço
Abertura de novos lugares
Tempo que medeia entre dois estados

Estados da mente deslizando suavemente
Em tantos novos caminhos
Sem assustar, a energia verte estranhamente
Questão de acostumar a alma em novo ninho

Novo recôndito, estado mental
Abrigo sereno, questão liberal
Amparo mais que pontual



quarta-feira, 6 de julho de 2011

GERMINAR

Quando se faz o plantio
Grãos lançados
Por mais que tardio
Brotam com força, empenhados

Intensidade, intenso desejo
De ser, estar, permanecer
Escapando vontades
Aniquilando qualquer desfecho

A Vida segue livre
Aberta para novas estradas
Bifurcações, encruzilhadas

Fluxo contínuo que não pode parar
Por mais que tente, por mais que se invente
Rio de águas, forte torrente
Impetuosa como toda natureza vigente

Tudo que se exala, por fim não cala
Retorno quase imediato
O Universo devolve cada gota lançada
Segue sem intervalo no tempo e no espaço

O Tempo, grande ilusão
Indelével e sem forma
Espaço sem nenhuma conclusão
Tempo e Espaço que se toma

Sementes germinadas
Por escolhas impróprias
Geram incontáveis resultados
Inconscientemente indesejados

Melhor assumir, sem dissimular
Tomar consciência de todo pensamento
Saber que o que se faz, a Vida te traz
Sem culpas, devaneios, apenas recolhimento

Semear Amor, Luz e Aceitação
O Universo mais uma vez devolve
Sem qualquer distinção
Apenas entrega de toda germinação

Recolhe sem julgar
Acolhe sem pesar
Para o próximo plantio
Mais consciente
Menos inconsequente



sexta-feira, 1 de julho de 2011

QUEM É?

Quem você é, quem você quer ser
Sua essência o aguarda
Devotada espera alarmada
Pronta para o retorno, quer ver

Suas conquistas, vitórias
Lições apreendidas, vividas
Poço de incontáveis memórias
Situações benditas

Quem você é, quem você quer ser
Uma luz a brilhar
Iluminando seu caminho, seu andar
Refletindo em outros seres
Tudo o que precisa ver

Espalhar, dissiminar
Luz, Amor, Aceitação
Sentir sua verdadeira forma
Sem qualquer negação

Segurança alcançada
Nada volátil
Rendida, absorvida
Segura-se em sua alma hábil

Soltando as amarras
Ego que começa a ceder
Espaço preciso
Minuncioso, nada tem a temer

Quem você é, quem você quer ser
Sua essência o aguarda
Devotada espera alarmada
Pronta para o retorno, quer ver

Você, seu Ser em profundidade
Sem muitas grandes necessidades
Imprescindível amabilidade
Preciosa amorosidade

Aceitação, sem julgar
Nada a temer, apenas ceder
Sua história, seus encantos
Olhar com carinho e reter

Procura que encontra
Encontra o que há de mais belo
De maneira a se sentir pronta
Preparação para o que há de mais puro e singelo

Quem você é, quem você quer ser
Uma luz a brilhar
Iluminando seu caminho, seu andar
Refletindo em outros seres
Tudo o que precisa ver

quinta-feira, 23 de junho de 2011

LIBERTAÇÃO

Libertar, liberar, alcançar
Flexibilidade para ser o que vier
O que quiser, sem se alvoroçar
Simplesmente ser o que der para Ser

Momentos ambíguos, paradoxais
Eles passam, você fica
Momentos de idéias liberais
Eles vêm, você os absorve

Degusta cada gota de liberação
Como se fosse pura alienação
Mas é um contato íntimo
Sem a menor pretenção

Voar com as asas esticadas
Sem medos ou preconceitos
Sentir-se totalmente liberada
Percorrer novas estradas

Viajar por universos astrais
Quem poderá mais?
O real concreto,
Ou o mundo de ideais?

Momentos ambíguos, paradoxais
Eles passam, você fica
Momentos de idéias liberais
Eles vêm, você os purifica

Para libertar-se é preciso aceitação
De si, do outro, da Vida
Livrar-se de toda negação
Liberdade nada contida

Sem se prejudicar
Sem machucar a você e a quem mais estar
Libertação de idéias
Permitindo-as transbordar

Viajar por universos astrais
Quem poderá mais?
O real concreto,
Ou o mundo de ideais?


quarta-feira, 15 de junho de 2011

PERSONA

Conflitos ambíguos, paradoxais
Alma divergente
Persona latente que percorre em outros canais
Outras estações, espaços vitais

Ego dissolvido, sente-se perdido
Tenta agarrar-se em toda parte
Essência segura, sem titubiar
Mostra seu canto, seu cantar

Ecoa pelos ventos, lugares, estados
Arrasta e leva todo mal
Assegurando sua forte presença
Consciência Divinal

Realidade suprema de uma alma nada pequena
Máscaras dissolvem-se à cada movimento
Pulmões abertos, mente observa o momento
Descobre razões de dores, tremores

Olhar renovador, pesquisa sem fim
Traz uma nova expressão
Aceitar o que possuí não é tão fácil assim
Quem dise que seria, quando se perde a razão?

Identificar simplesmente não basta
Procura sentida em uma alma contida
Impedir qualquer maldade nefasta
Este mal não é você, não é nada

Você é mais, muito mais
Projeções sombrias sem conexão
Liberte-se com tranquilidade
Sem medo, afobação

Olhe-se de frente
Dirja-se ao espelho
Sinta seu Amor pulgente
Olhando, aceitando
Firme-se neste estado inerente

Respirando profundamente
Sua essência começa a fluir
Desacorrentando sua mente
Permitindo sua alma ir e vir

Persona, personagens
Máscaras fugazes
Ao libertar-se, as vê sem necessidade
Melhor sentir-se pleno
Percorrer outras paisagens
Deixá-las cair, permitir-se fluir





sexta-feira, 27 de maio de 2011

AÇÃO, REAÇÃO

Reações, espectros vigorosos
Sombrios devaneios
Atos impróprios
Desvio pungente, estados alheios

Agir, reagir, pensar, atuar
Refletir ou não
Executar sem razão
Racionalizar sem qualquer discriminação

Tomar atitudes, preservação
Aquietar-se, resignação
Proteção da alma
Sem qualquer medição

Sentir verdadeiro merecimento
Sentir Ser por inteiro
A dor encobre a razão?

Entorpecimento, estados fugidios
Liberação sufocada
Vertendo o lado sombrio
Verdade mascarada

Resguardar, não rejeitar
Um estado difere de outro
Propositalmente preservar
O que sente, o que olha

Tomar distância, recuar
Desejo contido para então se liberar
Em outras vertentes, outras margens
Resignando o querer sem se alterar

Ação, reação, pensar, atuar
Medição de comportamentos
Liberdade para apenas aceitar
Tantas formas de interpretar

Agir, reagir
Racionalizar, resistir
Sentir verdadeiro merecimento
Sentir Ser por inteiro
A dor encobre a razão?


domingo, 15 de maio de 2011

AMOR

O AMOR tem várias faces
Expressado de tantas formas
Sentindo, sem senso
Insensatas manobras

Forte Energia emanada
De um Ser a outro
Fonte que a princípio inesgotável
Pode paracer ruir

Insistentemente querer se diluir

Transmutando sua forma
Força de ventaneira
Oxigenando os sentidos
Soprando toda poeira

Ele se renova, se desconstrói
Reconstitui-se, reforçado
De maneira própria
Totalmente transmutado

O AMOR tem várias faces
Por isso não será verdadeiro?
Como a água, fluídica
Adapta-se ao novo
Aconchegando-se à nova forma
Entrega-se por inteiro

A verdade do momento
Sua verdade de sentir
De entregar-se ou não
Sentimento inerente, deixar fluir

Ele existe não se importando
Com ou sem aceitação
Indiferente à qualquer expressão
Age de maneira independente
Fugindo de toda razão

O AMOR tem várias faces
Uma delas te servirá
Com medo, sem medo
Mais cedo ou mais tarde
Você o revelará

Quando enfim revelado
Em momentos enebriados
Demostra entrega
Vulneravelmente descortinado

O AMOR tem várias faces
Por isso não será verdadeiro?
Sentir
Aceitar
Fluir
Entrega-O por inteiro