domingo, 8 de setembro de 2013

ESPERANÇA II

Uma ideia que surge do vazio
Algo começa a borbulhar
Mente fervente, alma a clamar
Sonhos a se concretizar

Quando tudo parece desmoronar

Quando uma inquietude paira no ar
Quando nada mais te preencher
Que caminhos deve-se percorrer?

Seguir sua meta adiante

Sem importar-se com sombras
Elas existem, fazem parte
E delas vêm aprendizado constante

Palavras negativas soltas, ofensivas

Palavras, letras unidas 
Pode-se introduzi-las ou extinguí-las
Ao comando de cada um

Cabe ao Ser saber à que veio

Ir direto ao ponto
O que fazer sem mais rodeios
Entregar-se de uma vez

Quando tudo parece desmoronar

Quando uma inquietude paira no ar
Quando nada mais te preencher
Que caminhos deve-se percorrer?

Descobrir é mais fácil do que parece

É preciso dar o primeiro passo
No fundo já o conhece
Sem medo do acaso, vai em frente

E quando tudo parecer desmoronar

Põe sua alma em primeiro lugar
Escuta e se surpreenderá
O caminho é justo aquele o qual vencerá





segunda-feira, 8 de abril de 2013

CORAGEM

A violência tem sido uma constante,
A falta de Amor Próprio
Criações mentais apavorantes
Separando seres para cada lado
Isso não é o acaso

Escolhas de formas e maneiras de aceitar

A Si Mesmo, ao outro, ao Mundo
Quando eleitas nas sombras, tendem a rejeitar
A Si Mesmo, ao outro, ao Mundo
Estacionando no raso, ignorando o profundo

Direcionar-se ao estado natural

Intrínseco do Ser
Mergulhar no íntimo de sua Essência
Aceitar e valorizar
Ato de coragem

Ter, possuir, sentir coragem

Mas que forma de agir, se não com o coração
De que vale a Vida
Quanta Paz não vivida

Coragem para falar
Coragem para calar
Coragem para viver
Coragem de se reerguer
O que mais será, se não agir com o coração?!

A Vida merece ser vivida

Merece ser sentida
Merece continuar
Valorizada, transmutada
Em Paz não mais reprimida

Escolhas de formas e maneiras de aceitar


A Si Mesmo, ao outro, ao Mundo
Quando eleitas nas sombras, tendem a rejeitar
A Si Mesmo, ao outro, ao Mundo
Estacionando no raso, ignorando o profundo

quarta-feira, 20 de março de 2013

LUZ

O que se incia  
Quando seu Ser se pronuncia
Quando tudo parece esclarecer
Quando tudo parece entender

O Sol que brilha internamente
Cada vez mais forte
Assoprando iluminação
Irradiando Luz incandescente

Traz consigo toda Energia
Vivacidade, força, harmonia
Pulsa em ritmo frenético
Desfazendo qualquer simetria

E eu mera mortal
Que sonhava em abrir mão
Procurar abrigo longe, tão longe do meu Ser
Hoje vejo o que não fazia sentido
Amor próprio desconhecido

Luz forte que aquece
Pode sentir nas entranhas
Visceral e poderoso
Força que te apanha

Captar a Luz não é para poucos
Captar a Luz não depende do externo
Captar a Luz não depende do acaso
Captar a Luz é para lúcidos loucos

Que se abrem, que se enxergam
Com amorosidade e aceitação
Transcorrendo seu Ser
Deixando-o liberto
Para toda Iluminação

O que se incia  
Quando seu Ser se pronuncia
Quando tudo parece esclarecer
Quando tudo parece entender?



terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

SAUDADE

Escute o som do apito
O navio a apitar, o navio a te chamar
Escute o som dos ventos
Escute o som do mar

Em ondas errantes que carregam distante
Um amor a partir
Gaivotas a voar
Gritam contra o vento
A euforia dissonante

O Sol que brilha parece castigar
A chuva que passa sem poder ficar
Que o mar retorne em ondas
Trazendo o presente feminino

Minha mãe das águas que me deu
Depois de tanto mar quebrar
Indo e vindo, amores a levar
A deusa a pousar

Em terra firme e ancorada
Estou aqui em espera
Ansiedade que arrebata
Mas minha mãe não abandona

Traz de volta a vontade de voar
Devolve-me pelo vento
Entrega-me pelas águas 
Uma parte de uma essência
Que em mim compartilha

Escute o som do apito
O navio a apitar, o navio a te chamar
Escute o som dos ventos
Escute o som do mar

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

SEU DANÇAR

Movimentos soltos no ar
Como a Luz a se propagar
Brilhando em sua essência
Porque dançar é preciso
Porque dançar é preciso

Corpos a flutuar enroscam-se 
Incorporando toda harmonia
Ignorando a física e a filosofia
Apenas sente a leveza

Matéria descompensada
Deixando-se levar
Vontades ritmadas
Feliz de quem se permite incorporar

A melodia, a harmonia
De gestos, de corpos a se tocar
Envolvidos por ondas musicais
Viagens essenciais

Velocidade pouco importa
Tempo, contra-tempo
Vibrações mágicas
Abstração em puro contentamento

Movimentos soltos no ar
Como a Luz a se propagar
Brilhando em sua essência
Porque dançar é preciso
Porque dançar é preciso

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

MARCAS

Marcas que podem até ficar, mas cicatrizam
Marcas que a vida em seu processo nos traz
Marcas que nos despertam um sóbrio olhar

Constituem experiências, vivências
Corpo e alma em total harmonização
Em busca de um bem maior
Sem qualquer negociação

Vazios interiores, transmutação de alma

Matéria alterada não mais imaculada
O Sagrado que se quebra
Mas em essência se regenera

Marcas que podem até ficar, mas cicatrizam
Marcas que a vida em seu processo nos traz
Marcas que nos despertam um sóbrio olhar


quinta-feira, 11 de outubro de 2012

ESTRELAS

Corpos celestiais, reverberando em movimento linear
Estranhas formas de átomos a pulsar
Às vezes viajantes errantes
Em trajetórias dissonantes

Luz, vida, som a propagar
Admirá-las em estado de contemplação
Aqui na terra fazem-nos sonhar
Um êxtase a observar

Iluminando cada noite
Pulsando em movimento descomunal
Trazendo Luz e forma
Na respiração universal

Perpetuam a Vida
Brilham em pura exibição
No balé do Universo
Têm total aclamação

Estrelas, de onde viemos?!
Poeira cósmica
Sementes de vida
Cada uma em seu lugar
Para onde vamos retornar?